
Você já ouviu aquela famosa frase na oficina: “Ih, seu carro já passou dos 100 mil km, agora o motor tá cansado e a gente precisa colocar um óleo mais grosso (viscosidade maior) pra ele não baixar nível”?
Se você ouviu isso, respire fundo e não aceite de primeira. Mudar o óleo indicado pelo manual só por causa da quilometragem é um dos erros que mais encurtam a vida útil dos motores modernos.
A viscosidade (aquele número tipo 5W30 ou 10W40) indica a resistência do óleo ao escoamento. Motores modernos têm folgas tão milimétricas que um óleo “grosso” demais não consegue lubrificar as partes mais altas do motor na hora da partida a frio.

Muitos motoristas cometem o erro de misturar marcas ou viscosidades diferentes na hora de completar o nível. Isso pode gerar a temida borra no motor, que entope as passagens de óleo e causa a fundição do motor.
Se o seu carro está “comendo” óleo, o problema não é a grossura do lubrificante, mas sim um possível vazamento ou desgaste de retentores e anéis. Colocar óleo grosso é como colocar um “curativo” em uma fratura exposta: você mascara o sintoma, mas não cura a doença.
Mantenha sempre a especificação do manual. Se o motor estiver com desgaste excessivo, o caminho é a retífica, não a troca da viscosidade.






